Raspberry Pi para Totós – Parte 1

Este é o primeiro de uma serie de artigos sobre o mini computador Raspberry Pi. Tentarei abranger os tópicos mais básicos sobre este equipamento, mas também irei escrever pelo menos dois tutoriais de como tirar partido de algumas das suas potencialidades.

Como nasceu:
A ideia da construção de um computador pequeno e barato surgiu a Eben Upton e aos seus colegas da Universidade de Cambridge por volta de 2006. Todos eles estavam apreensivos sobre o progressivo declínio de experiência em matérias práticas de informática dos candidatos a alunos do curso de Computer Science.
Segundo eles a maioria dos recentes candidatos tinham muitas diferenças com os dos anos 90s, tendo passado de experientes programadores e hackers para uns verdadeiras primadonnas onde as suas experiencias resumiam-se à utilização Internet, Word ou Excel.

A Raspberry Pi Foundation – fundação sem fins lucrativos – foi fundada em Maio 2009, suportada pelo University of Cambridge Computer Laboratory e pela Broadcom, com o objetivo de promover o estudo das ciências de computadores e temas relacionados, especialmente ao nível escolar e para voltar a permitir que o estudo dos computadores fosse algo satisfatório e divertimento. Ao longo destes anos a fundação desenvolveu e tornou realidade um computador pequeno, barato e acessível.

No primeiro semestre de 2012 o model B entrou em fabrico massivo e começaram a ser vendidos através de 2 lojas online.


O que é o Raspberry Pi:
O Raspberry Pi model B é um computador do tamanho de um cartão de crédito (8,56cm x 5,39cm x 1,7cm) e com um peso de 45 g.
Este equipamento é alimentado através de um micro USB de 5v, tem um processador ARM compatible de 700MHz, 512MB 256MB of RAM (partilhada com a GPU), 2 portas USB, placa de rede 100MBit, slot para cartão SD/MMC/SDIO, outputs TV, HDMI e 3.5mm audio jack e ainda um número de I/O pins para outras brincadeiras.


Quanto custa:
O model B é vendido por cerca de $35, mais impostos e taxas, mas para beneficiar de todas as potencialidades do computadores terás ainda de comprar um cartão SD, fornecer alimentação elétrica e ligar um teclado e uma ligação para monitor/televisão.
Este modelo não é vendido com caixa, mas há quem venda separadamente caixas de plástico feitas especificamente para o formato e conectividades do Raspberry Pi. Em alternativa existe já muitas soluções DIYDo It Yourself – utilizando materiais tão diversos como blocos de Lego, papel ou cartão, madeira, etc.

Ver também:

Linux 2009

O 7º Encontro Nacional de Tecnologia Aberta realizou-se na última quinta-feira e estive presente pelo terceiro ano consecutivo. Não tive a oportunidade de assistir a algumas palestras devido ao horário dos comboios, mas ficam aqui alguns bits sobre o encontro:

  • Palestra “Software OS: Potenciando riqueza, emprego e conhecimento”: O Pop Ramsamy que me desculpe, mas esta foi a pior palestra do evento! Notava-se que ele não estava nada à vontade e que não tinha preparado o que ia dizer durante os slides. Apesar de se tratar da realidade espanhola, a apresentação de alguns dados deveria ter alguns pontos de igualdade com Portugal e poderia ser um bom tema para uma introspecção com a nossa realidade, mas com uma apresentação destas fiquei somente aliviado quando acabou.
  • Palestra “Caixa Mágica: 650.000 sistemas instalados e sempre a crescer!”: Aqui estava à espera de um pouco mais de informação de como nasceram as Caixa Mágica nos Magalhães, os obstáculos e as conquistas, mas ficamos somente com o tradicional info-report do Paulo Trezentos sobre a Caixa Mágica. Foi no entanto agradável ouvir números como 450.000 Caixas Mágicas nos Magalhães e portáteis e-escolas, o lançamento do STPOffice (São Tomé e Príncipe Open Office), o dudf.caixamagica.pt e o http://contribware.caixamagica.pt/. Saliento também a mudança de rumo das appliances da Caixa Mágica, das anteriores CM Pro*, para as CAMES (Caixa Mágica Enterprise Server – uma parceria Caixa Mágica / Iportal+), e claro, não podia deixar de destacar também a “mega-produção hollywoodesca”  ‘O Adepto’ (video no final do post).
  • Palestra “Is there a real alternative do MS Exchange? What will be the trend of enterprise class collaboration and Groupware in 2010?”: O italiano Pascal Lauria da Scalix foi uma agradável surpresa. Uma apresentação do Scalix que já fazia falta.
  • Palestra “Red Hat & JBoss: Open Source – Open Standards – Open content in the future”: O “evangelista” Jan Wildeboer nunca desaponta, tendo este ano focado os open standards e a visão da Redhat sobre estes temas. É externamente agradável ouvi-lo porque o homem sabe do que fala, tem muito bons argumentos e tem sempre uma visão muito correcta (IMO) dos factos e acontecimentos Open Source e até das posições das empresas close-source/close-standards.
  • Palestra “Integração Open Source com Software Proprietário, do Desktop ao Servidor – Novell Workgroup Suite, Active Directory”: O João Batista, , vendeu a empresa que representa e defendeu a sua dama. Não se poderia esperar muito melhor de um Director-geral da Novell Portugal.
  • O debate foi moderado pelo Paulo Querido, que me deixou um pouco desiludido pelo ao facto de não ter conseguido mobilizar a audiência, de não ter lançado algumas perguntas para abrir as hostes e também por permitir que em alguns assuntos os dois (!) representantes da Novell entrassem em ciclo publicitário.
  • Na minha opinião a presença do representante da Microsoft já satura um pouco, porque já todos nós sabemos qual as suas posições, métodos e tácticas de contra-ataque.  Talvez fosse muito mais produtivo convidar outro tipo de locutores para os debates, como deputados, membros da administração central, universitários ou economistas para dar outra visão do software livre.
  • Uma chamada de atenção para a excelente comentário do Gustavo Homem e do remate final do Paulo Trezentos – só com estes 2 poderíamos ter um KO por knock-out da Microsoft neste debate.
  • Após o debate tivemos o pausa para o almoço (que em abono da verdade teve aquém da edição anterior) onde pudemos comer, navegar pelos stands e socializar. Talvez pela crise, talvez pela falta de “momentum” do Linux, notou-se uma menor presença de fornecedores e stands mas ao menos foi agradável ver a Nokia presente com um stand.
  • Palestra “Novell: Caso de Sucesso ‘Cafés Nandi’ – Implementação de Solução Colaborativa Novell em ambiente Virtual de Alta Disponibilidade”: O João Ferreira da Informantem apresentou a solução implementada. Para a primeiro case-study da tarde, pós-almoço, a palestra correu bastante bem.
  • Palestra ‘Scalix: Why Leoni choose Scalix over MS Exchange and Lotus Notes?’: O Pascal Lauria, relatou o processo de escolha, os obstáculos e soluções encontradas para ganharem um grande cliente como a Leoni, com 52.000 empregados espalhados pelo mundo, e bater os pesos pesados como a Microsoft, Oracle e IBM.
  • Palestra ‘IPBrick: The Groupware Solution for heterogeneous environments based in Windows, Linux and Macintosh Desktops’: Em vez do Raúl Oliveira tivemos a Susana Pinheiro a explicar de uma forma “à-la” iPortal+ os desafios e problemas de uma solução Groupware completamente baseada em Open Source, a solução e os processo de instalação do IPBrick e também uma pequena demonstração do produto. Fica a nota de talvez ter sido talvez a 1ª mulher a pisar os palcos deste evento!
  • Palestra “ANSOL: Como o Software Livre contribui para a transparência na Administração Pública”: A palestra do Rui Miguel Seabra onde foi apresentada a ANSOL pecou por tardia, uma vez que fazia já falta uma apresentação pública neste evento da Associação Nacional para o Software Livre. Para a primeira apresentação da ANSOL acho que poderiam ter apostado numa mensagem mais clara e esclarecedora de o que é a ANSOL, qual a sua filosofia e objectivos (ficou constatado que existia um elevado número dos presentes que desconheciam por completo esta associação), mas em vez disso apostaram no “faits diver” da Transparência na AP.
  • Esperemos para o ano uma apresentação da ANSOL mais focalizada para as vantagens do software livre, com uma forte mensagem de mobilização dos presentes para a sua causa e menos tempo perdido com o bota-à-baixo à “outra senhora” (Microsoft) ou ao Governo.
  • Infelizmente tive que me retirar depois desta palestra e não tive oportunidade de ver as restantes palestras e eventos agendados: “Sybase: EDP – Gestão documental ao serviço do público”, “KDE Oxygen: Oxygen, comes in all sorts of flavours”, “DRI: Desmitificação do modelo económico Open Source”, a entrega dos Prémios ESOP e a assinatura do Memorando de Entendimento “Open e-Schools Alliance”.

Como nota final aproveito o post para lançar alguns pensamentos soltos que me ficaram retidos:

  • Atrasos: Os tradicionais atrasos portugueses neste tipo de eventos poderiam e deveriam ser minimizados ao máximo. O evento já tem alguns anos e a máquina já deveria estar devidamente oleada para conseguir diminuir os atrasos e dar a volta aos mesmos.
  • A falta dos fatos e gravatas: Olhando para a audiência temo que uma destas duas situações aconteceu este ano neste evento: ou os directores de IT e decisores já sabem todos sobre as vantagens do Linux e do Open Source e por isso não sentem a necessidade de estar presentes num evento como este, ou estes mesmos senhores não têm mais interesse em estar presentes num evento como este porque perderam interesse no tema. Pessoalmente espero bem que a razão para ter visto menos fatos e gravatas seja a minha primeira suspeita, uma vez que devido à crise e à necessidade que as empresas tiveram de reduzir custos e aumentar a produtividade, existiu uma maior procura e abertura para o Linux e para o Open Source como forma de atingir esses objectivos.

Esperemos que para o ano o evento se repita e que seja melhor, maior e que reúna pelo oitavo ano consecutivo todos os adeptos de tecnologias abertas.

QLC: find / -print | while read i ; do ((${#i} > 1024 ))&& echo $i ; done

À uns dias tive um problema com um sistema de backup que reportava que não conseguia efectuar backup a alguns ficheiros porque o seu pathname era mais longo que 1024 caracteres.

A solução para descobrir os ficheiros com pathname maiores do que 1024:

find / -print | while read i ; do ((${#i} > 1024 ))&& echo $i ; done

IBM poderá comprar a Sun

Parece que os rumores podem muito bem vir a tornar-se realidade e a  IBM poderá muito brevemente adquirir a Sun. Fala-se em valores na ordem dos 7 “billion dollars” o que, em tempos de crise, é um valor bastante simpático para a Sun.

Na minha opinião, esta aquisição serve perfeitamente as duas partes: a Sun que finalmente arranja um comprador à altura e a IBM que acaba com um concorrente directo e ainda ganha alguns trunfos para o seu portfolio. Das mais valias da Sun que a IBM irá beneficiar com esta aquisição saliento o Java, o MySQL, o Solaris/OpenSolaris e até cloud computing & storage. Se formos ver bem as coisas a IBM não tem visões antagónicas à da Sun por isso não se prevêem grandes alterações de mentalidades pelos lados da “Big Blue” e a integração da Sun não deverá ter muitos atritos.

A minha maior interrogação vai para se o Linux e o movimento Open Source beneficiará muito ou pouco com esta aquisição. Suspeito que a IBM irá investir ainda mais no SO Linux e aplicações Open Source e que a médio/longo prazo se virá a comprovar que esta aquisição trouxe alguns benefícios para a imagem do Open Source.

Também prevejo algumas questões interessantes de acompanhar, tais como:

  • “manterá a IBM os processadores SPARC e o SO Solaris?”
  • “os Un*xs ficarão reduzidos ao AIX e ao HP-UX?”
  • “como reagirá a HP, Fujitsu e até a Microsoft?”

IBM & Sun

QLC: echo b > /proc/sysrq-trigger

Quando estamos perante um problema com discos e a execução do comando reboot ou shutdown apresenta como resultado algo como “bash: /sbin/reboot: Input/output error” podemos tentar pedir ao kernel o reboot sem aceder ao disco, utilizando o comando:

echo b > /proc/sysrq-trigger

Atenção que a execução deste comando não efectua o umount aos filesystems por isso deve ser usado em último recurso.

Mais detalhes em:
http://www.linuxjournal.com/content/rebooting-magic-way

O ‘find’ mais longo

Ontem no trabalho tivemos a necessidade de usar o find para apagar todos os ficheiros de uma directoria que tivessem um determinado padrão e com mais de 30 dias, excepto os que estivessem dentro de uma sub-pasta. O resultado foi:

find /logs -not -wholename /logs/backups/* -and -name *.log*gz -mtime +30 -exec rm -f {} ;

São mais de 90 caracteres de comando find.

Dão-se revistas de Linux

Tenho acumulado ao longo dos anos algumas revistas sobre Linux e em vez de agora as deitar fora, uma vez que acho que as revistas ainda podem de servir de fonte de informação para alguém, decidi oferecer-las aqui no blog.

Ao primeiro que mostrar interesse num comentário aqui do blog e se disponibilizar a levantar-las perto do Norteshopping (Matosinhos – Porto) tenho 4 ‘Linux Magazine’, 15 ‘Linux Journal’ e 10 ‘Linux Actual – Versão Portuguesa’ para lhe oferecer.

A lista completa das revistas:

Linux Magazine:

  • nº 48 – Novembro 2004
  • nº 51 – Fevereiro 2005
  • nº 55 – Junho 2005
  • nº 61 – Dezembro 2005

Linux Journal:

  • nº ??? – Fevereiro 2003
  • nº ??? – Março 2003
  • nº ??? – Abril 2003
  • nº 118 – Fevereiro 2004
  • nº 140 – Dezembro 2005
  • nº 143 – Março 2006
  • nº 144 – Abril 2006
  • nº 145 – Maio 2006
  • nº 146 – Junho 2006
  • nº 147 – Julho 2006
  • nº 148 – Agosto 2006
  • nº 149 – Setembro 2006
  • nº 150 – Outubro 2006
  • nº 151 – Novembro 2006
  • nº 154 – Fevereiro 2007

Linux Actual – Versão Portuguesa:

  • nº 1 – 07/99
  • nº 2 – 08/99
  • nº 3 – 09/99
  • nº 4 – 12/99
  • nº 6 – ???
  • nº 7 – ???
  • nº 8 – ???
  • nº 9 – ???
  • nº 10 – ???
  • nº 12 – 10/00

O feliz contemplado leva também em versão electrónica cerca de 15 revistas Linux Journal entre Maio 2007 e Outubro 2008.

O prazo de validade desta oferta é de 15 dias, se não houver nenhum interessado as revistas seguem todas para o ecoponto mais  próximo.

Linux 2008

Mais um ‘Encontro Nacional sobre Tecnologia Aberta‘ realizado no Lispólis. Esta foi a 6ª edição do evento que reúne sempre uma boa visão do que se faz em tecnologias abertas em Portugal.
Este ano contamos com mais algumas presenças internacionais que mostram bem a importância e a imagem que este evento já atingiu em Portugal e além fronteiras.

Deixo aqui alguns destaques:

O dia começou com o François Bancilhon, CEO da Mandriva, e a sua visão sobre o próximo milhar de milhão de novos PCs no mundo, que segundo ele serão maioritariamente PCs de baixo custo para os países “BRIC” (Brasil, Rússia, India e China). A talk dele fez bastante sentido e parece-me uma boa estratégia/posicionamento nestes mercados emergentes que seguramente irão descolar em termos de consumos de PCs e de tecnologia a preços acessíveis nos próximos anos.

O evangelista da Redhat, Jan Wildeboer, teve um discurso muito bem preparado (nota-se que o homem tem quilómetros de palestras e conferências sobre Linux) sobre diversas questões, actualidades das tecnologias abertas e da Redhat. Uma conversa ligeira sobre temas de interesse genérico, sempre com muita presença e fluidez.

A apresentação ‘Peugeot: a alternativa de gestão empresarial e colaborativa Novell’ mostrou um projecto já com uma dimensão considerável e que teve algumas ideias interessantes como a de efectuar primeiramente a migração para Linux de 300 executivos da Pegeout, dando a sensação que a migração para Linux seria “oferecida” como um bónus para os funcionários. Uma excelente forma de abortar a “resistência à mudança”, contando com o factor de “inveja” para derrubar essa aversão que a maioria das pessoas tem às alterações, especialmente no que diz respeito a sistemas informáticos.

O debate antes do almoço foi como alguém o disse “mais do mesmo”, ou seja, igual ao do ano passado. Exclusivamente com “ataques” à Microsoft (começo a ganhar um certo de respeito pelo Marco Santos por continuar a dar a cara pela Microsoft e, quer concordemos ou não, a ser a voz neste evento da Microsoft sobre alguns temas influentes para as TI), com muito pouco “sumo” e com intervenientes a mais.

Da parte da tarde destaco obviamente a apresentação da SAPO intitulada ‘Implementação de Plataformas Web de alta disponibilidade sobre Open Source’ que tornou a evidenciar a abertura que eles continuam a ter relativamente a tecnologias abertas. Nomes/Produtos/Aplicações como Nagios, Cacti, Memcached, Perlball foram explicadas com uma simplicidade técnica muito fluida e bastante exemplificativa dos problemas encontrados com a optimização e redundância necessária para um portal com as dimensões do sapo.pt.

UCoIP (Unified Communications over IP) foi o tema da apresentação do Raul Oliviera que mostrou as capacidades desta tecnologia e do seu IPbrick.GT. Sem crashes, sem delays e com um à vontade característico dos homens do Norte, o Raul demonstrou em tempo real as potencialidades em comunicações de voz sobre IP do produto IPbrick. Visão e inovação no mesmo produto que certamente se tivesse origem nos Estados Unidos da América estaria já comprado por algum grande player do mercado.

Claro que nem tudo, IMHO, foram aspectos positivos neste evento (como em qualquer evento), por isso deixo aqui algumas notas pessoais menos positivas:

  • Apresentações Sybase e Caixa Mágica: Sei que estes são os organizadores do evento e que merecem o seu “tempo de antena” mas seria interessante tentarem mudar um pouco as suas apresentações. Certamente que a Caixa Mágica terá alguns case-studies interessantes e inovadores que poderia apresentar em concreto e a Sybase poderia mostrar algum do seu portefólio internacional de soluções abertas que desenvolveu ao longo do ano.
  • O debate: Muito curto e com intervenientes a mais! Não sei porque insistem em meter o Marco Santos da Microsoft neste debate, porque assim continuam a monopolizar o debate com questões de interoperabilidade e de ‘OOXML vs. ODF’. Uma forma de dinamizar o debate poderia passar também pela cronometragem das intervenções de cada elemento da mesa e assim aumentar drasticamente o número de questões respondidas. As questões colocadas pelo público também poderiam ser alteradas: Um formulário a ser preenchido a quando do sign-in no evento poderia levar a que o número de perguntas do público aumentasse consideravelmente, para além de se conseguir filtrar algumas perguntas de “guerrilha”.

Espero que este evento continue a evoluir e que para o ano seja maior, melhor e com mais temas abordados.

Bonding em Linux

Nos últimos dias tive a necessidade de fazer um “refresh” aos meus conhecimentos de bonding em Linux e após muita pesquisa encontrei  o melhor tutorial sobre esta matéria. Encontra-se em http://www.linux-foundation.org/en/Net:Bonding e é de facto um howto muito completo sobre este assunto. Recomendo!

BTW, se tiverem problemas com o mode 0 (também chamado por balance-rr) e necessitarem de load balacing e fail over entre duas ou mais placas de rede com uma solução multi-switchs experimentem o mode 6 (ou balance-alb), comigo funcionou às mil maravilhas.