Linux 2007

Acabadinho de chegar do “Linux 2007 – V Encontro Nacional sobre Tecnologia Aberta” e as primeiras notas só podem ser para expressar a minha surpresa com a quantidade de pessoas que o evento conseguiu juntar, sendo pelo que percebi foram mais de 600 pessoas presentes e só não estiveram mais porque os organizadores tiveram que fechar as inscrições uns dias antes do evento. Se isto não é um forte sinal de que algo está a mudar na mentalidade da IT em Portugal então não sei o que será.

Relativamente ao programa e ao decorrer do evento em si, só gostaria de realçar meia duzia de opiniões pessoais que acho que merecem referência:

  • Caixa Mágica 11: O Paulo Trezentos mostrou que a CM está viva e de boa saúde mas na apresentação dele não vi nada que surpreendesse (mas também não estava a contar com muito mais);
  • A Sybase vendeu os seus produtos e serviços, nada de significativo a salientar, excepto a aposta deles no Scalix, Knowledge Tree e Formação LPI;
  • ‘LiMux – free software for Munich’ – Estava com alguma espectativa relativamente a esta palestra que não desiludiu. Definitivamente um projecto a seguir onde a comunidade tem muito por onde aprender;
  • Sobre a sessão debate o meu comentário somente o seguinte: “Marco Santos da Microsoft vs Sérgio Amadeu, Militante do software Livre”;
  • Relativamente à palestra intitulada “Caso de Sucesso: ICEP. Migração de Microsoft Exchange para Scalix” tenho pena que não tenha ido apresentar a palestra alguém mais técnico em vez do ‘Project Leader’, que apesar de nos ter agraciado com as melhores gargalhadas do dia, pouco ou nada se falou sobre o “sumo” que toda a gente estava à espera;
  • A apresentação do Diogo Rebelo da DRI foi uma agradável surpresa e que mostra que existe mercado e apetite de algumas empresas mais tradicionais (e adversas à mudança como a banca) em apostar em tecnologias Open Source como forma de reduzir custos e aumentar a sua eficiência;
  • Uma palestra bastante “clean” mas eficaz do Mário Valente que desmitificou até um pouco a celeuma em torno do cartão único do cidadão. Dele realço a frase “O meu curso está registado dos engenheiros.” 🙂
  • Para finalizar em beleza o evento tivemos o Sérgio Amadeu, que tentou passar a ideia do que no seu ponto de vista para onde as tecnologias abertas vão evoluir, falando um pouco sobre o Open Spectrum. Um grande número dos presentes ficou também deliciado ao ver nas mãos do Sérgio uma versão funcional do OLPC.
  • Relativamente aos stands, eu fico sempre algo “desconsolado” no que conta ao conteúdo dos stands presentes neste tipo de eventos (ou em qualquer evento informático… mas deve ser defeito meu que estou à espera de miúdas de mini-saia em cima de racks a apresentar um novo produto qualquer), mas pelo vi estavam lá presentes o core das empresas que de uma forma ou de outra suportam uma boa parte do mercado Linux em Portugal – realçando somente a falta da HP, eventualmente da Novell.

Para finalizar este post só gostaria de deixar aqui o reconhecimento ao pessoal do Sapo pelo investimento que tem vindo a fazer em projectos de software livre, tirando obviamente os seus benefícios desse investimento mas IMHO contribuindo bastante para o evoluir de alguns projectos como o Horde, DIMP, PSI, etc.

… e para o ano há mais.

0 thoughts on “Linux 2007”

  1. Na demonstração da CM gostei particularmente da altura em que a máquina congelou, foi sem dúvida um grande momento, principalemente para demonstrar robustez e fiabilidade… muito bom mesmo.

    Munique, bem nem sei o que dizer, e a única coisa que me ocorre, é que agora percebo a falta de informação, este é o exemplo de completa falta de estratégia… mau, mau, e mau, estes senhores nem sequer perceberam que um dos piores problemas de que enfermam tem a ver com a própria organização, e que essa deveria ser a principal prioridade, e só depois deveriam olhar para a tecnologia, enfim quando se coloca a politica ao barulho às vezes dá isto… no minimo 7 anos para migrar 14.000 desktops, uauuu assim sim, vai sair-lhes seguramente mais barato, mas se passarem a fazer tudo à mão…

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