PRISM e os Europeus

Prism Screenshot

Que os países dispõem de sistemas de vigilância e de conservação de dados dos seus cidadãos não é algo novo, mas estes sistemas não deveriam ser de utilização massiva e todas as “escutas” deveriam ser previamente avaliadas e aprovadas por juízes rigorosos e independentes.
Que as tradicionais escutas telefónicas ou outro qualquer sistema obtenção de dados eletrónicos sobre um suspeito possa ajudar na investigação e efetuar prova em tribunal que permita condenar o arguido, é algo irrefutável mas países estrangeiros vigiarem e conservarem massivamente informações de cidadãos europeus sem qualquer mandato judicial ou suspeita fundada de crime é algo que não deveria ser permitido. Infelizmente esta parece ser uma realidade, à já alguns anos, nos EUA e que foi agora exposta por Edward Snowden, que denunciou o mega sistema de vigilância americano PRISM.

O que é ainda mais caricato é que os cidadãos europeus têm menos garantias de privacidade e salvaguardas no acesso aos seus dados – que estejam alojados nos EUA – do que os cidadãos americanos, porque a muito falada 4th Amendment da Constituição Americana só se aplica aos seus cidadãos e não a cidadãos estrangeiros.

Infelizmente o cidadão europeu pouco pode fazer atualmente contra o PRISM (ou outro qualquer sistema vigilância que exista nos EUA e que tenha como alvo as comunicações e dados alojados em solo americano ou fornecidos através de empresas americanas) e a União Europeia pouco ou nada está a fazer para salvaguardar os direitos dos seus cidadãos.

A União Europeia necessita de urgentemente forçar um acordo bilateral com os Estados Unidos da América para a proteção de dados dos seus cidadãos. Este acordo deveria ser de uma maior transparência possível e salvaguardar a privacidade dos cidadãos, balizar a utilização dos métodos de vigilância e conservação dos dados obtidos.

[ Aconselho a leitura do o artigo da Susan Landau intitulado ‘Making Sense from Snowden: What’s Significant in the NSA Surveillance Revelations’ ]

Como migrar o WordPress

Wordpress Logo

Aproveitando a necessidade de renovação do web hosting efetuei a migração deste blog para uma nova conta na Bluehost (com esta migração consegui poupar na subscrição de 3 anos cerca de $100 – $3.95/mês vs $6.99/mês).

Tinha pelo menos 2 hipóteses para proceder à migração do blog para outro servidor:

Hipótese 1 – Database Export/Import & File syncing:

  1. Export completo da Base de Dados do WordPress (utilizando o phpMyAdmin ou o mysqldump);
  2. Cópia total dos ficheiros da raiz do WordPress do servidor antigo para o novo servidor;
  3. Import da Base de Dados no novo servidor – caso a BD, hostname, user ou password sejam diferentes o wp-config.php deverá ser alterado.

Hipótese 2 – Clean Install:

  1. Antes de iniciar qualquer tarefa de migração será necessário anotar ou guardar todas as customizações do site, tais como os temas, permlinks, uploads, imagens, etc;
  2. Efetuar o Export ,utilizando a funcionalidade do WordPress (Tools ? Export) – este export obterá os posts, páginas, comentários, custom fields, categorias e tags;
  3. Instalar o WordPress e a Base de Dados no novo servidor. Para tal poderão utilizar as ferramentas acessíveis através do painel de administração do novo hosting (ex. cPanel, Fantastico, Simplescripts, Mojo);
  4. Efetuar a customização dos permalinks no WordPress do novo hosting;
  5. Efetuar o Import, utilizando a funcionalidade do WordPress (Tools ? Import) – este passo poderá implicar a instalação do pluggin Importer;
  6. Transferir os conteúdos da diretoria ‘wp_content/uploads’ para o novo hosting;
  7. Transferir ou instalar o theme no novo hosting;
  8. Instalar e configurar todo os plugins no novo hosting.

Nota 1: Em ambos os cenários será também necessário ter em atenção a resolução DNS e a necessidade da alteração dos records em seu devido tempo.
Nota 2: Após a migração, e caso ainda necessitem de aceder ao blog alojado no hosting antigo, terão que alterar os URLs na Base de Dados (campos ‘siteurl’ e ‘home’ da tabela ‘wp_options’).

Acabei por optar pela segunda hipótese, uma vez que pretendia limpar o “lixo” que se foi acumulando ao longo dos 7 anos de existência do blog. Apesar deste método ser bastante mais demorado e requerer muita mais intervenção humana, tem a vantagem de ser o mais próximo de uma instalação de raiz “limpa” e obriga a uma maior atenção na verificação do correto funcionamento do blog – o que me permitiu identificar alguns problemas legacy e alguns broken links.

Caso descubram ainda algum broken link ou conteúdo inacessível por favor contactem-me.