nunes.pt

Written by Hugo Nunes on May 15th, 2008

Quando se começou a falar na liberalização dos domínios .pt eu não liguei muito, já que sempre achei que as regras aplicadas eram ineficientes e que mais cedo ou mais tarde a FCCN acabaria por ceder e o registo de domínios .pt teria que ficar mais “aberto”.

À uns tempos comecei a equacionar a hipótese de, quando os domínios .pt fossem liberalizados, comprar o NUNES.PT. Afinal de contas é o meu nome de família e seria engraçado ter o http://hugo.nunes.pt/ a apontar aqui para o blog e talvez até fornecer a alguns familiares aliases de e-mail totalmente personalizados.

Qual não foi o meu espanto, ao fazer um ‘whois nunes.pt’, reparar que o domínio já tinha sido registado por uma “entidade” denominada “Silva, Rodrigues, Martins, Fernandes, Gonçalves, Gomes, Lopes, Correia, Mendes, Nunes, Monteiro, Cruz, Ramos, Rei“! E ainda mais espantado fiquei quando reparei que quase todos os nomes dessa “entidade” se encontram também registados na FCCN:

  • silva.pt
  • rodrigues
  • martins
  • fernandes
  • goncalves.pt
  • gomes.pt
  • lopes.pt
  • correia.pt
  • mendes.pt
  • monteiro.pt
  • ramos.pt

Ora, eu poderia entrar aqui numa teoria de conspiração bem típica dos portugueses, dado que todos estes domínios estão registados em nome de uma “entidade” fictícia, que todos estão parqueados na Amen e que o e-mail do Registrant aparenta ser o do Presidente da AMEN / Administrador Delegado da Claranet Portugal e que isso poderia levar-nos a uma conclusão errada que poderia ter existido algum favorecimento ou facilitismo da FCCN. Mas não vou entrar por esse campo uma vez que tudo isto resulta simplesmente da ineficiência  das regras estabelecidas pela FCCN para o registo dos domínios .pt que permitiram ao longo destes anos o registo de pelo menos umas largas dezenas de registos de domínios “chico-espertos”.

É urgente que os domínios .pt sejam liberalizados, para que ao menos assim os “chico-espertos” poderem fazer tudo mais às claras com a desculpa de “eu vi primeiro” ou de “quem vai ao mar, perdeu o lugar“. E caso registem domínios de empresas ou marcas registadas arrisquem com um processo em cima que certamente se arrastará durante anos em tribunal.

Os sucessivos atrasos dessa liberalização ( 1 | 2 ) só adiam o inevitável e favorecem ainda mais quem consegue circundar as regras ainda em vigor para o registo dos domínios .pt.

BTW, estou disponível para comprar o domínio NUNES.pt, por um valor justo. Para negociações contactem-me.

VCP - VMware Certified Professional

Written by Hugo Nunes on May 6th, 2008

Depois de em Fevereiro ter frequentado o curso ‘VMware Infrastructure 3: Install and Configure V3.5’, a semana fui fazer o exame VCP-310 para me tornar um VCP - VMware Certified Professional (que passei com 87).

O exame é composto por 75 perguntas de escolha múltipla do estilo Pearson VUE, tem a duração de 2 horas, o score mínimo para passar é de 70% e para nos candidatarmos ao exame temos de ter frequentado uma formação da VMware. Desde de Março que o exame abrange as versões VMware ESX Server 3.5/VMware VirtualCenter 2.5.

Deixo aqui alguns links de informação útil para estudar para esta certificação:

Tudo isto na ‘VMware Infrastructure 3 Documentation‘.

BTW, é essencial meter as “mãos na massa” e montar um laboratório para instalar, configurar e brincar com todos os produtos e potencialidades do ESX, bem como tirar dúvidas em ambiente real  antes de tentar o exame (a Vmware tem um trial de 60 dias, full works, que funciona na perfeição para estas situações). É bastante produtivo também ver o Mock Exam e fazer bastantes “testkings”.
Para além deste VCP a VMware tem recentemten disponivel a certificação VCDX - VMware Certified Design Expert (+ info).

Linux 2008

Written by Hugo Nunes on April 16th, 2008

Mais um ‘Encontro Nacional sobre Tecnologia Aberta‘ realizado no Lispólis. Esta foi a 6ª edição do evento que reúne sempre uma boa visão do que se faz em tecnologias abertas em Portugal.
Este ano contamos com mais algumas presenças internacionais que mostram bem a importância e a imagem que este evento já atingiu em Portugal e além fronteiras.

Deixo aqui alguns destaques:

O dia começou com o François Bancilhon, CEO da Mandriva, e a sua visão sobre o próximo milhar de milhão de novos PCs no mundo, que segundo ele serão maioritariamente PCs de baixo custo para os países “BRIC” (Brasil, Rússia, India e China). A talk dele fez bastante sentido e parece-me uma boa estratégia/posicionamento nestes mercados emergentes que seguramente irão descolar em termos de consumos de PCs e de tecnologia a preços acessíveis nos próximos anos.

O evangelista da Redhat, Jan Wildeboer, teve um discurso muito bem preparado (nota-se que o homem tem quilómetros de palestras e conferências sobre Linux) sobre diversas questões, actualidades das tecnologias abertas e da Redhat. Uma conversa ligeira sobre temas de interesse genérico, sempre com muita presença e fluidez.

A apresentação ‘Peugeot: a alternativa de gestão empresarial e colaborativa Novell’ mostrou um projecto já com uma dimensão considerável e que teve algumas ideias interessantes como a de efectuar primeiramente a migração para Linux de 300 executivos da Pegeout, dando a sensação que a migração para Linux seria “oferecida” como um bónus para os funcionários. Uma excelente forma de abortar a “resistência à mudança”, contando com o factor de “inveja” para derrubar essa aversão que a maioria das pessoas tem às alterações, especialmente no que diz respeito a sistemas informáticos.

O debate antes do almoço foi como alguém o disse “mais do mesmo”, ou seja, igual ao do ano passado. Exclusivamente com “ataques” à Microsoft (começo a ganhar um certo de respeito pelo Marco Santos por continuar a dar a cara pela Microsoft e, quer concordemos ou não, a ser a voz neste evento da Microsoft sobre alguns temas influentes para as TI), com muito pouco “sumo” e com intervenientes a mais.

Da parte da tarde destaco obviamente a apresentação da SAPO intitulada ‘Implementação de Plataformas Web de alta disponibilidade sobre Open Source’ que tornou a evidenciar a abertura que eles continuam a ter relativamente a tecnologias abertas. Nomes/Produtos/Aplicações como Nagios, Cacti, Memcached, Perlball foram explicadas com uma simplicidade técnica muito fluida e bastante exemplificativa dos problemas encontrados com a optimização e redundância necessária para um portal com as dimensões do sapo.pt.

UCoIP (Unified Communications over IP) foi o tema da apresentação do Raul Oliviera que mostrou as capacidades desta tecnologia e do seu IPbrick.GT. Sem crashes, sem delays e com um à vontade característico dos homens do Norte, o Raul demonstrou em tempo real as potencialidades em comunicações de voz sobre IP do produto IPbrick. Visão e inovação no mesmo produto que certamente se tivesse origem nos Estados Unidos da América estaria já comprado por algum grande player do mercado.

Claro que nem tudo, IMHO, foram aspectos positivos neste evento (como em qualquer evento), por isso deixo aqui algumas notas pessoais menos positivas:

  • Apresentações Sybase e Caixa Mágica: Sei que estes são os organizadores do evento e que merecem o seu “tempo de antena” mas seria interessante tentarem mudar um pouco as suas apresentações. Certamente que a Caixa Mágica terá alguns case-studies interessantes e inovadores que poderia apresentar em concreto e a Sybase poderia mostrar algum do seu portefólio internacional de soluções abertas que desenvolveu ao longo do ano.
  • O debate: Muito curto e com intervenientes a mais! Não sei porque insistem em meter o Marco Santos da Microsoft neste debate, porque assim continuam a monopolizar o debate com questões de interoperabilidade e de ‘OOXML vs. ODF’. Uma forma de dinamizar o debate poderia passar também pela cronometragem das intervenções de cada elemento da mesa e assim aumentar drasticamente o número de questões respondidas. As questões colocadas pelo público também poderiam ser alteradas: Um formulário a ser preenchido a quando do sign-in no evento poderia levar a que o número de perguntas do público aumentasse consideravelmente, para além de se conseguir filtrar algumas perguntas de “guerrilha”.

Espero que este evento continue a evoluir e que para o ano seja maior, melhor e com mais temas abordados.

Linux2008

Acer Care @ PT

Written by Hugo Nunes on March 6th, 2008

Parece que a Acer finalmente descobriu que Portugal não é uma província de Espanha e decidiu criar um serviço de assistência técnica da marca em Portugal.

Segundo o managing director da Acer Ibérica, António Papale, esta alteração de política de suporte  reflecte uma estratégica da marca”cujo objectivo primordial é fortalecer a relação de confiança com os consumidores, oferecendo-lhes uma assistência técnica mais eficaz”.

Esperemos agora que quem comprar portáteis Acer não tenha que passar por todos os problemas e desespero que o suporte “Ibérico” em Barcelona acarretava.

PS- Eu estranho que a Acer seja uma das poucas grandes marcas de portáteis a vender em Portugal que não tenha qualquer presença na iniciativa e-escola. Teria sido requisito ter suporte técnico Português para dar suporte às paletes de portáteis que todos pais dos adolescentes andam a comprar?

VMware Infrastructure 3: Install and Configure V3.5

Written by Hugo Nunes on February 13th, 2008

Primeiro a introdução: Na minha opinião, hoje, e pelo menos durante mais uns anitos, a VMware é a empresa que apresenta as mais sólidas, robustas e completas soluções de virtualização do mercado.
Poderíamos falar nos seus concorrentes como a Xen, Microsoft Virtual Server, Virtuozzo ou outros, mas virtualização “bare metal” como a VMware faz com o seu VMware Infrastructure 3 não tem, ainda, um corrente à altura.
Podemos também argumentar que os seus produtos não são conhecidos por serem baratos (o que não o são), mas acho que a partir de uma determinada dimensão da solução a implementar consegue-se um TCO bastante interessante. Agora adicionando tecnologias como a VMotion (migração live e sem paragens entre servidores físicos), Consolidated Backup e DRS temos uma panóplia de mais valias e adições à nossa tradicional infra-estrutura tecnológica presente na maioria dos Data Centers que resultarão na felicidade e paz de espírito para muitos administradores de sistemas (com menos “ferro” para gerir, com a garantia de poder intervir no hardware sem provocar downtimes nos serviços, a possibilidade de adicionar memória e CPU online e on-demand, etc) e para o negócio em si (menos e menores downtimes, possibilidade de reduzir o tempo de recuperação em caso de desastre, etc).

Isto tudo para vos dizer que estou esta semana a frequentar o curso ‘VMware Infrastructure 3: Install and Configure V3.5’ que se realiza entre os dias de 12 e 15. O curso está a ser ministrado pela Distrilogie em Lisboa e o instrutor é o Gonçalo Rosa da V2S.

O curso, como o licenciamento VMware, não é barato – cerca de 2.000€ + IVA por 4 dias de formação - mas certamente será um bom investimento tanto para mim como para a empresa onde trabalho porque os projectos e serviços de consolidação, Disaster Recover e virtualização estão a acontecer em força e nestas áreas somente os mais bem preparados sobrevivem.

vmware labs

Bonding em Linux

Written by Hugo Nunes on January 16th, 2008

Nos últimos dias tive a necessidade de fazer um “refresh” aos meus conhecimentos de bonding em Linux e após muita pesquisa encontrei  o melhor tutorial sobre esta matéria. Encontra-se em http://www.linux-foundation.org/en/Net:Bonding e é de facto um howto muito completo sobre este assunto. Recomendo!

BTW, se tiverem problemas com o mode 0 (também chamado por balance-rr) e necessitarem de load balacing e fail over entre duas ou mais placas de rede com uma solução multi-switchs experimentem o mode 6 (ou balance-alb), comigo funcionou às mil maravilhas.

Fröhliche Weihnachten

Written by Hugo Nunes on December 23rd, 2007

Este ano as prendas de Natal já estão embrulhadas à muito ( por volta do dia 4 de Dezembro já tinha comprados todas as prendas que vamos oferecer) e já estou de olhos postos nos presentes que vou oferecer a mim próprio após a ressaca das rabanadas (1 | 2). E já agora aproveito para informar que a minha Whish List foi actualizada, para algum esquecido que à última hora me queira oferecer algo e esteja sem ideias.

À semelhança dos 2 anos anteriores ( 2006 | 2005) gostaria de deixar ficar aqui algumas associações que agradecem os vossos donativos ou ajuda:

Gostaria então de desejar a todos que me visitam neste canto um Feliz Natal e um Próspero ano de 2008.

Firefox 3, será que é desta?

Written by Hugo Nunes on November 21st, 2007

Uma das queixas dos utilizadores do Firefox, em que eu me incluo, é que passado algum tempo de utilização este browser começa a consumir uma quantidade significativa dos recursos RAM da máquina. Mas parece que teremos menos destes problemas na versão 3, porque segundo um teste realizado pela ZDNet e futura versão do Firefox deverá trazer boas novidades neste campo.

Foi comparado o Firefox 3.0 beta com o Firefox 2.0.0.9 e os resultados foram mais abonatórios para o 3.0, tendo este consumido cerca de 62 Mb contra os 103 Mb da versão 2.0.9, isto ao após abrir 12 páginas.

Vamos então esperar que os tipos da Mozilla não mudem este rumo e tragam-nos uma versão mais estável e mais “leve” do browser que já tem uma quota de “mercado” de mais de 35% (e bastante mais em alguns círculos mais técnicos).

OpenSolaris Developer Preview

Written by Hugo Nunes on November 2nd, 2007

A Sun lançou a primeira “development preview” do seu Project Indiana aka ‘OpenSolaris Developer Preview’.

Mais detalhes aqui.

Ndrive G250

Written by Hugo Nunes on September 18th, 2007

À uns tempos tive a oportunidade de testar um Ndrive G250, aparentemente vendido em exclusivo pela Worten por cerca de 140 €.

Dentro da caixa temos 1 cabo USB, 1 carregador para o isqueiro do carro, suporte para a viatura , bolsa de transporte, 2 manuais simples e o PDA GPS. O sistema GPS não é nada mais do que um PDA a correr Windows CE 5.0, com GPS embutido a arrancar automaticamente o software Ndrive versão 2007 Boa Cama e Boa Mesa 2007 do Expresso.

Para além das funções de navegação, o NDrive G250 oferece também características adicionais como o leitor MP3 (não muito prático, mas minimamente funcional), leitor de vídeo (limitados a ficheiro com menos de 60 Mb) e leitor fotos. No que diz respeito ao hardware o bicho é mais ao menos assim:

  • CPU: Atlas II 300MHz Application Processor
  • NAND Flash: 512MB
  • Display: 3.5” TFT LCD
  • Altifalantes: 1 canal incorporado x 1.0w / 8 ohm
  • USB: USB 2.0 full speed
  • Dimensões: 9,8 cm x 8,65 cm x 2,4 cm
  • Peso: 173g

Já no que toca ao software de navegação Ndrive, o test-drive foi feito com a versão ‘NDrive G250 Portugal Expresso (2.2.12)’ (versão exactamente igual ao que tenho no Qtek S200) que contém todos os Restaurantes e Hoteis do livro Boa Cama Boa Mesa e imensos POIs como farmácias, shoppings, postos de polícia, etc.

Pessoalmente acho o software Ndrive ainda está uns pontos abaixo do Tomtom, com uma navegação menos intuitiva e faltando algumas funcionalidades úteis como planeamento antecipado, mas visto que com o Ndrive temos acesso através do website ndriveweb.com às actualizações do software e dos mapas sem restrições e sem limite de tempo podemos obter sempre as últimas actualizações de software os últimos mapas… algo que com o Tomtom custa uma pipa de massa.

Resumindo, o G250 é uma solução GPS principalmente vocacionada para os automóveis com um excelente rácio qualidade/preço/actualizações. E ainda por cima a empresa é Portuguesa… prefiro dar dinheiro a programadores portugueses!

Ndrive G250